Cuidando da maturidade ágil dos times (e organizações)

Conversa que está rolando entre gestores: reclamam que não estão obtendo os benefícios esperados com a implementação de métodos ágeis. Por outro lado, provou-se com o passar do tempo que os métodos ágeis tornaram-se a melhor via para a resolver problemas recorrentes nos times de desenvolvimento de sistemas e também agora em outras áreas. Mas transacionar um empresa para novas formas de pensar e trabalhar requer esforço mutuo, tanto dos responsáveis pelas mudanças – e que venderam as ideias ágeis – quanto dos próprios times que precisam evoluir o seu mindset para alcançar maior fluência nas práticas ágeis. Por último os próprios gestores precisam notar que não existe no comércio balas de prata para uma mudança organizacional suave!!

Temos ajudando (e em algumas situações até liderado) times na migração para o desenvolvimento ágil desde 2005. Vimos o movimento ágil crescer de uma paixão centrada em programadores entusiastas do XP para um movimento que mudou paradigmas no mundo do software. Aprendemos que não devemos esperar das pessoas uma grande maturidade desde o início, a fluência em conceitos ágeis evolui conforme a experimentação.

Parecido com o ser humano, times que adotam método ágeis (indiferente do tipo) só alcançam maior maturidade quando evoluem seu entendimento, e é cristalino que a atuação (ajuda) do Agile Coach é fundamental nessa jornada. E foi desse problema evolutivo dos times que em 2012 encontramos o Modelo de Fluência ágil desenvolvido por Diana Larsen e James Shore. O modelo busca ajudar as organizações – e direcionar esforços dos coaches – a alcançarem os benefícios da adoção de forma mais eficiente.

Para o modelo de fluência ágil, devemos observar a maneira com que o time responde quando está sob pressão. A verdadeira fluência requer habilidades e práticas frequentes que devem persistir mesmo quando o time está sob pressão, ou seja deve ser uma questão de hábito!

Como define Diana Larsen, fluência é quando você faz coisas automaticamente, sem pensar. 

Isso não está somente relacionado com a capacidade de prover conhecimento para o time técnico mas também para a gestão, com relação a essência e princípios ágeis. Não deve-se pensar no modelo como uma receita de bolo, pois na verdade ele trata de compreender e trabalhar em direção ao nível de fluência adequado para suas necessidades naquele determinado momento. Para alcançar a fluência ágil, um time passará por 4 estágios:

  1. Foco no valor: trata de realizar e atuar em mudanças na cultura do time.
  2. Entrega de valor: trata de realizar e atuar nas habilidades do time.
  3. Otimização de valor: trata de realizar e atuar na estrutura da organização.
  4. Otimização sistêmica: trata de realizar e atuar na cultura da organização.

Notamos que nos times, onde adotamos a ideia dos níveis da fluência ágil, conseguiu-se uma progressão com relação a compreensão das abordagens ágeis e os benefícios que a organização recebe com isso.

Os times precisam de tempo para desenvolver suas proficiências e muitas vezes de formas e velocidades diferentes, avançando e/ou recuando e atingindo seus “planaltos” (atingir metas de compreensão).

E lembrar sempre que o contexto organizacional pode interferir (positiva ou negativa) na fluência. Problemas recorrentes e que afetam vários times da mesma maneira geralmente são sinais de que uma (ou várias) mudança organizacional precisa ser implementada.

Quer saber mais sobre o método de Fluência Ágil? Clique aqui.